JÚRI

Jill Lawson – Presidente do Júri 

Jill Lawson, pianista de nacionalidade luso-americana, nasceu no México em 1974.

Aos 8 anos, iniciou os seus estudos de piano na Academia de Música de Antuérpia. Aos 14 anos, Jill entrou no Conservatório Real de Antuérpia, onde teve aulas na classe de Levente Kende, e em 1995 obteve o Prémio Superior para Piano e Música de Câmara magna cum laude. Em 1992, foi aceite na prestigiosa escola ” Chapelle Musicale Reine Elisabeth” em Waterloo (Bruxelas). Após três anos, e como recon- hecimento da sua virtuosidade, foi premiada com” grande distinção”. Jill continuou os seus estudos com Jan Wijn no Conservatório em Amsterdão e com Leon Fleisher e Ellen Mack no Peabody Institute em Baltimore (Maryland, EUA) onde, no ano de 2004, obteve o Mestrado de Música em Piano e em Musica de Câmara. Jill fez vários cursos de aperfeiçoamento com Maria Tipo, Sequeira Costa, Vladimir Viardo, Dimitri Bashkirov e Maria João Pires. Jill colaborou no filme documentário, que se realizou durante um workshop, sobre Belgais em 2001 com Maria João Pires. Ganhou vários prémios em competições nacionais e internacionais nomeadamente: o 2º prémio no concurso internacional “Vianna da Motta” (Macau 1997), Finalista na “Classical Fellowship Awards” da American Pianists Association (Indianapolis, 2003), o 4o prémio no “Concurso Internacional Schubert” (Dortmund, 2001), Finalista no concurso international de piano “Premi Principat d’Andorra” (Andorra, 2001),1o prémio no concurso “Cidade de Covilha” (2001), 2o Premio no “Concurso de Interpretaçao” (Estoril, 2001), Laureato do concurso “Tenuto” (Bruxelas,1995). Como solista deu recitais e tocou com orquestras na Europa e nos Estados Unidos. Gravou os Estudos Sinfónicos Opus 13 de Schumann para a Fundação Internacional de Vianna da Motta. Tem uma actividade intensa no domínio da musica de câmara e tocou, entre outros, com David Cohen, Augustin Dumay e Artur Pizarro. É docente na Escola Superior de Artes Aplicadas em Castelo Branco onde lecciona piano e o curso reportório para cantores.

Tiago Nunes – Diretor

Tiago Nunes, natural de Coimbra, cedo revelou paixão e aptidão para o mundo da música, tendo iniciado o estudo de piano desde cedo, no Conservatório de Música de Seia, onde concluiu o Curso Básico. Mais tarde frequentou o Curso Complementar de Piano no Conservatório de Música de Coimbra, na classe da professora Rita Dourado, tendo finalizado este com elevada e distinta classificação. Apostando sempre no crescimento e formação tem participado em diversas masterclasses de vários pianistas distintos nos quais se incluem: Aquilles Delle Vigne (Argentina/Bélgica), Fausto Neves (Portugal), Álvaro Teixeira Lopes (Portugal), Paulo Oliveira (Portugal), Luísa Tender (Portugal), Nancy Lee Harper (EUA/Portugal), Paul Badura-Skoda (Áustria), Rudolfo Rubino (Itália), Shao Ling (China), Yi Wu (China/EUA), entre outros. Concluiu a sua licenciatura em piano, variante performance sob a orientação do pianista Fausto Neves. No seu currículo já conta com vários prémios, distinções e recitais a solo por toda a Europa. Desde o início de 2015, é o diretor artístico do Ciclo de Concertos Coimbra que decorre em Março na cidade de Coimbra e que este ano contará com a sua quinta edição.  No seguimento da segunda edição, participou na fundação da Associação CulturXis da qual é presidente. É o diretor do concurso de piano de Oeiras desde a sua fundação. Na sua actividade como professor, conta com mais de 20 alunos premiados em concursos nacionais e internacionais. Desde 2017 que lecciona e coordena o departamento de piano no Conservatório de Artes do Montijo. Em 2020 juntamente com o pianista António Luís Silva formam o H4NDS Duo de piano a quatro mãos e lançaram o seu primeiro disco em 2021.

André Cunha Leal

Desde muito cedo descobre o fascínio da música através dos grandes coros de ópera, a Carmen por Grace Bumbry e os musicais americanos. As primeiras noções de música chegam através dos concertos comentados do maestro Leonard Bernstein. Cresceu a ouvir os discos de José Carreras, a música sinfónica de Wagner, Beethoven e Mahler, as mornas do Bana, os Fados da Amália, jazz, bossa nova e música tradicional portuguesa. Foi estudar piano e aos 12 anos era já um frequentador assíduo dos concertos da Gulbenkian. Em 1994 assiste às primeiras óperas portuguesas: O Doido e a Morte de Alexandre Delgado e As Damas Trocadas de Marcos de Portugal. Cresce aqui uma nova paixão – a música portuguesa e o sonho de colaborar na consagração dos compositores e obras nacionais. Em 1995 entra para o liceu D. Pedro V onde frequenta o coro e descobre o prazer da música em conjunto. Com este coro experimente pela primeira vez as emoções de pisar o palco (no Teatro da Trindade) com uma grande orquestra. A partir daqui tornou-se um ávido consumidor de concertos: Gulbenkian; Metropolitana, óperas do São Carlos e sonhava com planos para grandes festivais com todos os músicos portugueses. A entrada na Faculdade, em Química, foi mais um passo em direcção à música através do Coro da Universidade de Lisboa onde trabalhou com os maestros José Robert e Pedro Teixeira. Aqui desenvolve também o gosto pela produção de concertos com uma série espectáculos apresentados na Aula Magna. Em 1999 começa a trabalhar na secção de música clássica de uma loja de CD. Trabalhou no Gabinete de Actividades Culturais da Reitoria da Universidade de Lisboa, foi aprender canto e apresentou-se como coralista em grupos de câmara, em grandes obras corais-sinfónicas e em óperas. Entretanto, surge a Antena 2, com o programa Que música é esta. Desde então já realizou e apresentou vários programas sendo actualmente responsável pelo Concerto Aberto, Mezza-voce e transmissões directas do Metropolitan de Nova Iorque. 

Diana Botelho Vieira

Diana Botelho Vieira nasceu na ilha de São Miguel, Açores, em 1984. Tem-se apresentado em recitais de piano e de música de câmara em Portugal, Espanha, França, Estados Unidos da América, e América do Sul. Laureada no Prémio Jovens Músicos – RDP Antena 2 na categoria Piano, é também detentora do Búzio Revelação (Expresso das 9) e Prémio Cultura (Correio dos Açores).

Apresentou-se como solista com a Orquestra de Câmara do Conservatório Regional de Ponta Delgada, Orquestra Académica Metropolitana de Lisboa, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Clássica do Centro, e Sinfonietta de Ponta Delgada, sob a direcção dos maestros Yuri Pankiv, Jean-Marc Burfin, Nikolay Lalov, José Eduardo Gomes, e Amâncio Cabral.

Tocou em festivais como o Summer Institute for Contemporary Performance Practice (Boston), PianoFest (Chicago), Embassy Series – Uniting People Through Musical Diplomacy (Washington/DC), Meadowmount School of Music (Nova Iorque), Festival Ibérico de Badajoz, Dias da Música no CCB, Temporada Artística dos Açores, Porto PianoFest (edição online), Festival Internacional de Música da Primavera em Viseu, e Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim.

Marta Zabaleta

Completou os estudos musicais em Espanha obtendo, aos 16 anos, o 1º Prémio de Piano no Conservatório de San Sebastian.
Estudou no Conservatoire Supérieur de Musique de Paris com
D. Merlet, na Escuela Superior de Musica Reina Sofia em Madrid com D. Bashkirov e na Academia Marshall de Barcelona com Alicia de larrocha, obtendo sempre as máximas classificações. Foi premiada nos Concursos Internacionais de Santander (melhor pianista espanhola), Darmstadt, Jaén e Pilar Bayonna de Zaragoza. Colaborou com orquestras como a Orquestra Sinfónica de Londres, Orquestra de Câmara Inglesa, Sinfónica de Berlim e as sinfónicas de Bilbao, Euskadi, Extremadura, Castilla y León, Murcia, RTVE, Comunidad de Madrid, Galicia, Málaga, Ciudad de Granada, Valencia e Reina Sofía, com maestros como Sir Colin Davis, D. Gatti, H. Christophers, S. Comissiona, C. Mandeal, M. Venzago, G. Varga, G. Neuhold, J. C. Spinossi, G. Pelhivanian, J. Mena, D. Wilson, L. Pfaff, J. M. Encinar, J. Amigo, M. Bragado, G. I. Ramos e C. Wilkins. Atua regularmente com o violoncelista Asier Polo, com quem debutou no Carnegy Hall, e com Miguel Borges Coelho. Gravou a obra completa para piano de J. Rodrigo (EMI internacional), O Concerto Basco para Piano de F. Escudero (Claves), o Concerto para Dois Pianos de M. Pompey (RTVE), as Goyescas de Granados (La ma de guido) e dois CD com Asier Polo (100BBK e lbs classical). Desenvolve paralelamente uma intensa atividade pedagógica, tendo orientado numerosas master classes, nomeadamente no Trinity Laban College de Londres, Universidade Nacional de Colômbia, Bogotá y Medellin, Hochschule für Musik und Tanz de Colónia, para além das que dirige na Academia Marshall de Barcelona, de que é diretora. E professora titular de piano no Centro Superior de Música do País Basco. A Fundação Isaac Albeniz concedeu-lhe em 2013 a Medalha Albeniz.

Robert Andres

O pianista e musicólogo croata/português Robert Andres é diplomado pela Academia de Música de Zagreb (Croácia), tendo posteriormente recebido uma bolsa do governo soviético para estudar no Conservatório de Música de São Petersburgo com D. A. Svetozarov, um discípulo do grande pianista russo Sofronitski. Prosseguiu o seu aperfeiçoamento em Viena e nos Estados Unidos onde, numa bolsa da Fundação Fulbright, estudou com Sequeira Costa na Universidade de Kansas, da qual recebeu o doutoramento em artes musicais, assim como um mestrado em musicologia. Recebeu também conselhos de pianistas conceituados, tais como Pierre Sancan, Rudolf Kehrer, Claude Frank, Leonid Brumberg e Peter Katin. Apresentou-se em recitais, concertos com orquestra e música de câmara em vários países europeus, tal como na Venezuela e nos Estados Unidos. Colaborou com artistas tais como Chiara Isotton, Artur Pizarro, Lorenzo Di Bella, Grigori Zhislin, Anatoli Melnikov, Zakhar Bron e Dejan Ivanovic. O duo pianístico com a sua esposa, a pianista irlandesa Honor O’Hea, continua, desde 1995, acolher respostas entusiasmadas tanto de críticos como de públicos.
Começou a sua atividade pedagógica no Colégio Kalamazoo, nos Estados Unidos, continuando-a desde 1993 no Conservatório – Escola Profissional das Artes da Madeira, sendo atualmente professor de quadro de piano e coordenador do departamento de instrumentos de tecla. Orienta também regularmente masterclasses de piano, e já integrou mais de uma vintena de júris de concursos internacionais. Desde 1997 é Presidente da Direção e Diretor Artístico da Associação dos Amigos do Conservatório de Música da Madeira e é Diretor Artístico de Madeira PianoFest.
É investigador integrado do INET-md (Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos de Música e Dança) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova em Lisboa e correspondente da revista Glosas na RAM. Em 2020 fez a revisão e edição do Volume I da música para piano, publicado no âmbito da Antologia da Música na Madeira, e no ano passado gravou um CD com a música para piano escrita na Madeira no séc. XIX.

Vasco Dantas

Vasco Dantas, pianista português nascido no Porto em 1992, obteve a Licenciatura em Música com ‘1st Class Distinction’ no London Royal College of Music, estudando piano com Dmitri Alexeev e Niel Immelman, e regendo com Peter Stark e Natalia Luis-Bassa. Concluiu o Mestrado em Performance com nota máxima sob a orientação de Heribert Koch, na Universidade de Münster, onde é aceite para o Doutoramento “Konzertexamen”.

O Vasco ganhou mais de 50 prêmios em competições internacionais na Alemanha, Grécia, Itália, Malta, Marrocos, Portugal, Espanha e Reino Unido (consulte a seção “Prêmios” para a lista completa de prêmios). Os prémios recentes incluem: Prémio Internacional GianClaudio (Roma), “Grand Prix” no Concurso Internacional de Piano de Valletta (Malta), “Prix Spécial” no Concours International de Piano SAR La Princesse Lalla Meryem (Morroco), 1º prémio no Concurso Internacional do Porto Santa Cecília , 1º Prémio no Concurso de Música Estoril Lisboa, 3º Prémio no Concurso Münster Steinway & Sons, “Medalha de Mérito de Ouro” da cidade de Matosinhos (Portugal) e o Prémio “Fundação Eng. António de Almeida”

Em 2019, Vasco estreou-se no recital de piano do Carnegie Hall, em Nova Iorque. Em 2017 Vasco fez sua estreia na Rússia tocando com a Kremling Chamber Orchestra no Grand Hall do Conservatório Tchaikovsky de Moscou, o Concerto para Piano nº 4 de Beethoven. Em 2016, Vasco fez sua estreia na orquestra alemã tocando com Jülich Sinfonieorchester e Junges Sinfonieorchester Aachen, o Concerto para Piano nº 2 de Rachmaninoff. Em 2015, o Vasco estreou-se na Ásia, tocando com a Sinfónica de Hong Kong na Sala de Concertos da Câmara Municipal de Hong Kong o Concerto para Piano n.º 1 de Franz Liszt; Em 2014, Vasco estreou-se nos Estados Unidos tocando com a “Orquestra Sinfónica Espírito Santo” em Vitória – Brasil, Concerto para Piano nº 2 de Shostakovich; Em 2013, Vasco estreou-se como orquestra portuguesa com a Orquestra Sinfónica do Porto (Casa da Música), interpretando o Concerto para 4 Teclados e Orquestra de JS Bach;

Também se apresentou a solo com orquestras como Clássica da Madeira, Clássica do Centro, Clássica do Sul, Festival de Música Júnior, Filarmónica Portuguesa, Filarmónica das Beiras, Gulbenkian, Jovem Orquestra Portuguesa, Orquestra do Norte, Orquestra Promenade, Sinfónica de Cascais, Sinfónica Portuguesa, e já trabalhou com maestros de renome, como Choi Sown Le, Daniel Cohen, Dinis Sousa, Günter Neuhold, Jan Wierzba, Joshua dos Santos, Martin André, Misha Rachlevsky, Nicholas Kok, Nikolay Lalov, Nuno Coelho, Osvaldo Ferreira, Pedro Carneiro, Pedro Neves, Peter Sauerwein, Rui Pinheiro, Vassily Sinaisky e Victor Hugo Toro.